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miércoles, 19 de diciembre de 2012

MakeSense: desafiando as pessoas para o empreendedorismo social

por Jacqueline Liao

Em 2010, Christian e Romain, dois estudantes franceses, viajaram pela Ásia para conhecer empreendedores sociais e sempre perguntavam a eles quais eram seus desafios. Voltando para a França, continuaram procurando saber quais eram os desafios de diversos empreendedores sociais, mas desta vez queriam buscar também possíveis soluções. E assim criaram o MakeSense.

O MakeSense (http://we.makesense.org/) é um open project criado para resolver os desafios de empreendedores sociais. Por meio do site (www.makesense.org), os empreendedores podem colocar seus desafios para os usuários darem ideias. Além disso, são organizados eventos, os hold-ups, em que durante três horas, um gângster (como é chamado o membro do MakeSense) conduz um brainstorming com cerca de 10 a 15 pessoas para dar soluções para o desafio do empreendedor.

A ideia do MakeSense é não apenas ajudar os empreendedores, mas também disseminar o conceito de empreendedorismo social, aproximando os desafios que esses negócios enfrentam dos indivíduos comuns. Assim, o MakeSense criou uma verdadeira comunidade global de pessoas interessadas no tema – várias, após participarem de um hold-up, quiseram juntar-se ao projeto, e hoje os gângsteres organizam os eventos de brainstorming, trazem ideias para melhorar a metodologia dos encontros e discutem o tema num grupo global no Facebook. Os gângsteres e qualquer interessado no tema também se reúnem com frequência nos SenseDrinks, happy hours de empreendedorismo social realizados nas diversas cidades em que o MakeSense está presente.

Depois de pouco mais de dois anos de existência, o MakeSense conta com aproximadamente 500 membros e está presente em cerca de 30 países, em cidades como Paris, Berlim, Londres, Xangai, São Francisco entre outras. O objetivo é mobilizar, nos próximos dois anos, 300 mil pessoas na resolução dos desafios, seja online (pelo site) ou offline (pelos hold-ups).

O MakeSense chegou a São Paulo em julho de 2012 e já foram organizados hold-ups com o   Atados , o Projeto Pipa e a 4you2 idiomas.

Alguns dos membros de São Paulo são Laís Paixão, que conheceu o MakeSense quando morava na China, e Bruno Kawasaki, que conheceu o projeto aqui no Brasil mesmo. “No MakeSense, é possível encontrar pessoas abertas, com senso de coletividade, dispostas a agir para melhorar a sociedade e sempre trazendo novidades” afirma Bruno.

No Brasil e na maioria dos países, o MakeSense é apenas um projeto e todos os gângsteres são voluntários. Na França, alguns membros se dedicam integralmente à causa e é dado apoio a negócios sociais que reinvestem parte de seu lucro para garantir a sustentabilidade do MakeSense.

São três os negócios sociais que o MakeSense apoia: SenseSchool, CommonsSense e UniShared. O SenseSchool  organiza programas e cursos junto a universidades para que os alunos conheçam o tema empreendedorismo social resolvendo os desafios de empreendedores e aprendendo por métodos práticos e inovadores. O curso já foi realizado na Euromed Management, escola de negócios de Marseille, na França.

Enquanto isso, o CommonsSense ajuda as empresas a criarem e mobilizarem comunidades inovadoras internamente, por exemplo, por meio de workshops. Já foram atendidas as companhias Orange e SFR, líderes no mercado de telefonia na França.

Já no UniShared, os usuários do site podem escrever suas anotações de aula online em tempo real e outras pessoas podem assim ver suas notas e comentar. A ideia é fazer uma aula colaborativa na qual todos podem participar, até mesmo quem não está dentro da sala de aula, mas está interessado no assunto.

Esses negócios sociais usam a marca e a rede de contatos do MakeSense, também contribuindo para disseminar o tema empreendedorismo social nas escolas e empresas. “Com o MakeSense acho que existe uma boa oportunidade de estar em contato com o setor e ajudar para que ele cresça ainda mais no Brasil e quem sabe no mundo” afirma Laís.

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